Claudinho da Academia - Vereador PSDC - NADA CONSTA

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O vereador Claudinho da Academia espera você também no Escritório da Comunidade. Venha fazer uma visita!

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Seg a Sex 10h às 18h.

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Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Por que um vereador de comunidade incomoda muita gente?

 

               Hoje, sinto mais do que nunca a importância de ter um meio de comunicação em que posso relatar na íntegra os fatos que envolvem o meu nome, sem ter a frustração de ler e assistir apenas frases editadas ou pinçadas fora de contexto, que acabam não expressando o que realmente penso, acredito e luto.
 
A minha decisão de disputar o pleito de vereador surgiu não por vontade individual, mas por incentivo dos moradores da Rocinha, da qual eu fui presidente da Associação de Moradores, cansados de políticos que só frequentam a comunidade em época de campanha com falsas promessas.
 
            Outro fator decisivo para que eu aceitasse esse desafio foram os inúmeros pedidos das mães e pacientes do Instituto de Audiologia Santa Catarina, centro de excelência em Caxias, onde os meus filhos gêmeos e deficientes auditivos se tratam. Senti na carne a necessidade de lutar por políticas públicas para esse segmento. Nesse Instituto, criei um forte vínculo com as pessoas que ali estavam quando nos unimos na defesa da continuidade daquele serviço prestado.
 
            Assim foram construídas as vigas mestras que me sustentam até hoje e deram sentido para que eu entrasse na disputa de um cargo público: o abandono da comunidade e a negação dos direitos dos deficientes auditivos.
 
            Quando me lancei candidato a vereador, senti uma reação imediata ao tentarem me estigmatizar e difamar com calúnias e falsas acusações. Fui capa dos principais jornais do país, falaram sobre mim em pleno horário nobre da TV e fui assunto das revistas de maior circulação. Chegaram ao absurdo de usar a ficha criminal de vários homônimos (pessoas com o mesmo nome) para que a opinião pública acreditasse que eu respondia a 22 anotações penais. Apesar de provar que não havia nenhuma acusação sobre mim, nada foi divulgado.
 
            Toda esta campanha sistemática de desmoralização parte de uma elite que teve os seus interesses politiqueiros feridos quando a comunidade passou a enxergar que tem o direito não só de votar como também o de ser votado. Esse grupo foi o que sempre usou e ainda usa as comunidades como currais eleitorais, numa relação calcada pela tutela. Um país que conserva na sua memória 400 anos de escravidão, não é de se estranhar que mentalidades retrógradas e oportunistas acabem, ainda hoje, estipulando uma relação de casagrande e senzala com as comunidades.
 
            Tenho a clareza de saber que todas essas calúnias e difamações não se referem ao indivíduo Claudinho. Tudo isso é uma reação para que não surja um novo contexto, com o rompimento dessa tutela. Personificam no meu nome a preocupação com o término dessas senzalas. Eles ainda mantêm o costume de chicotear o negro no tronco do terreiro para servir de exemplo para aqueles que queiram romper esse “status quo”.
 
Em diversos momentos, quando o chicote está muito violento, lembro do nosso querido presidente Lula, que se tornou um grande referencial não só para mim, como para todos os oprimidos e excluídos desse país. Sabemos o quanto a sua trajetória foi difícil e como foi sofrido conseguir romper o paradigma de um trabalhador ocupar um cargo antes só ocupado pela elite.
 
Questionam a quantidade de votos que eu obtive na Rocinha, fato que não consigo compreender, já que sou nascido e criado na comunidade e sempre tive ali uma grande visibilidade devido à minha carreira como jogador de futebol, sambista, líder comunitário e presidente da U.P.M.M.R (União Pró-Melhoramentos dos Moradores da Rocinha), eleito com a maior votação da história da Associação. Seria de se estranhar se um favelado como eu tivesse conseguido uma grande expressão de votos de eleitores do asfalto. Seria como questionar o presidente Lula quando concorreu pela primeira vez à presidência da república e conquistou a maioria dos votos dos trabalhadores e nordestinos do país.
 
            Gostaria também de esclarecer que nunca fui candidato único na Rocinha. Além de mim, quatro outros moradores também concorreram a uma vaga na Câmara dos Vereadores. Existem aproximadamente 45 mil eleitores na Rocinha e fui votado por 7 mil deles.
 
            Tenho recebido inúmeros telefonemas e e-mails solidários e indignados com essa campanha difamatória que venho sofrendo. Agradeço a todos pelo carinho e queria também dizer que nada disso é surpresa para mim. Romper as barreiras do gueto e da segregação é ainda um grande desafio. A experiência já nos convenceu de que nada foi dado a classe trabalhadora de mão beijada, mas tudo (o pouco que temos) foi o prêmio de uma conquista.
 

            Confiamos que a esperança vença o preconceito. Que Deus nos abençoe!

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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

Rocinha digital - Internet para todos!

 

Estive hoje reunido Na Rocinha com o secretário estadual de Ciência e Tecnologia Alexandre Cardoso (foto) para acertar os últimos detalhes para a implantação do projeto: Rocinha Digital. É isso, amigos. Em breve o governo do Estado vai disponibilizar internet sem fio (wi-fi) gratuita para toda a comunidade!
 
Estou muito feliz em saber que a Rocinha será beneficiada e que nós moradores deixaremos de ser excluídos digitais e também teremos acesso ao mundo de oportunidades que a internet nos oferece. Estou acompanhando tudo de perto junto com a Associação de Moradores (U.P.M.M.R) que será a responsável por comunicar aos fornecedores possíveis falhas e problemas na rede.
 
O cabeanmento e as instalações das antenas já começam esta semana e a expectativa é de que em 45 dias a Rocinha já conte com internet livre para todos os moradores.  O projeto ficará a cargo da PUC.
 
Outras comunidades como Santa Marta e Pavão-Pavãozinho já foram contempladas com o projeto inspirado no sucesso de Piraí, criado pelo vice-governador e coordenador dessa implantação no estado, Luiz Fernando Pezão, que disponibilizou internet grátis para toda a população daquela cidade, no interior do Estado.
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Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Haiti - comoção mundial

               

Estou muito comovido e chocado com o acontecido no Haiti no dia 12 de janeiro e resolvi fazer disso, tema aqui do meu blog. Um terremoto com proporções catastróficas assolou um país já devastado pela pobreza, resultado da ganância de seus governantes ao longo de anos e, bem antes disso, da exploração dos colonizadores (Espanha e França), países com uma dívida impagável com aquele povo. Fala-se de 50, 100 mil mortos e 3 milhões de desabrigados, dificilmente vamos saber o número certo. Alguns brasileiros também fazem parte desta triste estatística, como a admirável médica Zilda Arns. 
 
Vejo muita semelhança no cotidiano dos haitianos antes do terremoto e a vida de milhares de brasileiros de comunidades carentes, periferias e sertão de nosso país. Um povo que teve seus direitos básicos negados. Histórias de miséria e violência contrastam com um povo alegre e com uma ininterrupta luta política.
 
O que poucos sabem é que o Haiti foi o primeiro país no mundo a abolir a escravidão, após uma revolta comandada por escravos africanos. Era a liberdade ou a morte. É o único Estado independente constituído por africanos fora da África, uma república negra nas Américas. Um pequeno país que só conheceu a democracia no início da década de noventa.
 
 Hoje o Haiti está nas principais manchetes do mundo e foi preciso uma grande catástrofe para chamar a atenção do mundo para a miséria desse povo e que a ajuda humanitária se mobilizasse em torno deles.
 
Desejo aos irmãos haitianos muita força para recomeçar a luta e reconstruir o país. Para quem tiver interesse colaborar, soube que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro está recolhendo donativos (roupas, água e alimentos não perecíveis) que serão enviados para o Haiti pelo Ministério da Defesa. As doações podem ser entregues na entrada do prédio, que fica nos seguintes endereços: Av. Erasmo Braga, 115 - Centro / CEP: 20020-903 - Rua Dom Manuel, 29, Centro / CEP: 20010-090 / Tel.: (0xx21) 3133-2000
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Perfil do Vereador

Perfil do Vereador

     Claudinho da Academia é carioca, 39 anos, casado e pai de três filhos. Nascido e criado na Rocinha, na juventude trabalhou como vendedor de sorvetes, guardador de carros e office-boy até tornar-se jogador de futebol.

 

O interesse pela carreira política começou após sentir por anos o sofrimento e abandono de sua comunidade por parte do poder público. Em 2007, foi eleito presidente da Associação de Moradores da Rocinha.

 

A total desassistência e a ausência de políticas públicas, vivenciadas no cotidiano, o levaram a concorrer a uma vaga na Câmara dos Vereadores.

 

Viveu uma campanha eleitoral desgastante. Foi acusado de responder a 22 anotações penais em várias capas de jornais. Provou que as denúncias eram infundadas e que tratavam de homônimos.

 

Claudinho da Academia foi eleito com 11.513 votos. Rompeu as barreiras do gueto, da segregação e provou nas urnas que o morador da comunidade tem o direito não só de votar, como também o de ser votado.

Gabinete do Vereador
Câmara Municipal do Rio de Janeiro - Praça Floriano, s/n, CEP 20031- 050 - Rio de Janeiro - RJ
Tel: (21) 3814-2224 - Tel/Fax: (21) 2240-5204